BEM VINDOS A COOPERATIVA HABITACIONAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS ASSOCIADOS À APROESP

PROCESSO CONSTRUTIVO

1- INTRODUÇÃO

O processo construtivo em CONCRETO MODIFICADO COM POLÍMERO ESTRUTURADO COM BARRAS, TELAS E/OU PILARES EM FIBRA DE VIDRO é utilizado na construção de alvenaria estrutural ou de fechamentos, empregados em casas ou edifícios.

O princípio básico do processo é a utilização de concreto para moldagem "in loco" de todas as paredes de uma só vez, a partir do enchimento de fôrmas estanques que já contém, em seu interior, todos os elementos instalados água, esgoto, esquadrias e eletricidade, armaduras e outros embutidos.

O processo tem as características de uma linha de montagem, deslocando-se pelo canteiro de maneira organizada, combinando rapidez e simplicidade de execução, conforto térmico, isolamento acústico e economia para construção em escala.

2 DEFINIÇÕES

O CONCRETO MODIFICADO COM POLÍMERO ESTRUTURADO COM BARRAS, TELAS E/OU PILARES EM FIBRA DE VIDRO é formado a partir de uma mistura de agregados inertes (pedra e areia), cimento Portland, água e polímero HO200, que confere a este concreto: alta resistência à compressão, alta resistência à tração, conforto térmico e acústico.

Este processo é executado com a formação de micropartículas de ar, através da interação do polímero sob agitação mecânica.

Este tipo de concreto se diferencia pela baixa densidade, não perdendo as demais características de um concreto estrutural e ainda ganhando propriedades termo / acústicas.

.3 COMPONENTES

3.1 AGLOMERANTES

Em princípio, qualquer tipo de cimento Portland pode ser utilizado para a produção do Concreto modificado com polímero.

3.2 AGREGADOS

A rigor, podemos afirmar que o termo concreto é plenamente apropriado, pois utilizamos todos os tipos de agregados.

Em várias obras temos utilizado agregados graúdos até o diâmetro de uma pedra tipo "1", com excelentes resultados quanto às características físico/mecânica, mantendo sua qualidade arquitetônica e custos.

3.3 ÁGUA

A água de mistura do concreto não deve conter impurezas que possam prejudicar as reações entre ela e os compostos do cimento.

É permitido o uso de água não potável, desde que seja comprovado, através de ensaios comparativos, que as resistências mecânicas não se tornem inferiores a 90% daqueles valores obtidos com a água potável.

3.4 ADITIVO

Com o uso do polímero HO200 não ocorre o fenômeno de "shrinkage" no concreto, (diferença entre a densidade úmida e a densidade seca).

Os espumígenos, comumente utilizados, formam apenas bolhas de ar, que incorporadas ao "concreto" causam variação entre a massa seca e a massa úmida ("shrinkage"), ocasionando redução de volume após a cura provocando formação de fissuras nas paredes causadas pela retração e diminuição da resistência a compressão, e conseqüente perda de resistências à tração. Tornam as argamassas friáveis (quebradiças) e amorfas, e com baixa resistência a abrasão.

3.5 FIBRAS

A incorporação de fibras ao concreto objetivo combater as tensões geradas pelas variações de temperatura e retração por perda de água da massa nas primeiras idades, auxiliando no aumento da resistência a tração e minimizando as eventuais micro-fissuras e, em maiores idades, aumentar a capacidade do material em suportar os esforços devido a impactos.

3.6 ARMAÇÃO

As paredes são estruturadas, totalmente, com tela de fibra de vidro, tendo seu tensionamento correlato com o comprimento da parede. Deve possuir ainda armaduras especiais para verga e contra-verga dimensionadas de acordo com a geometria, abertura de vãos e comprimento de parede, devidamente estabelecido em projeto estrutural e de execução. No caso de edifícios até 04 pavimentos, vigas e pilares são constituídos a partir de compósitos de fibra de vidro.

4 PROPRIEDADES

4.1 RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO SIMPLES

A resistência à compressão simples é função da massa específica, do consumo de cimento por metro cúbico, da relação água / cimento, características do agregado e procedimento adotado para a cura.

A resistência desejada é obtida através da formulação do traço do concreto, que é determinado em função das características dos materiais disponíveis no local da obra.

A cura se dá rapidamente, permitindo a desforma entre 12 e 18 horas após a concretagem.

4.2 CONDUTIBILIDADE TÉRMICA

Basicamente, o coeficiente de condutibilidade térmica é relacionado com a massa específica do material considerado.

Através do método ASTM C177, foram executados ensaios em paredes de 8 cm em Concreto modificado com polímero com massa específica seca de 1200 Kg / m³ sem revestimento, que mostraram ser equivalentes a paredes de 14 cm em alvenaria de tijolos comum revestidas nas duas faces (2 cm por face).

4.3 PERMEABILIDADE

Devido à homogeneidade do material e incomunicabilidade dos vasos, as paredes de Concreto modificado com polímero apresentam impermeabilidade superior às de alvenarias convencionais conforme resultados de ensaios.

4.4 TRABALHABILIDADE

Pela ação reológica do Concreto modificado com polímero e sua alta coesão, a trabalhabilidade é ótima, sendo auto nivelante dentro da fôrma. Esta propriedade é muito importante, pois facilita o processo de lançamento por bombeamento e de auto adensamento, preenchendo todos os vazios da fôrma, sem necessidade de vibração mecânica.

5.VANTAGENS DO PROCESSO

5.1 PADRONIZAÇÃO

A moldagem das paredes é feita em fôrmas bem dimensionadas (com dispositivos que garantem os alinhamentos, prumos e esquadros) com todos os embutidos (instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas, bem como esquadrias) já conectados a fôrma, garantindo assim a padronização.

5.2 SIMPLICIDADE EXECUTIVA E RAPIDEZ

As tubulações das instalações hidráulicas e sanitárias são pré-fabricadas sobre uma bancada com gabarito e montadas em forma de kits, que são testados sob pressão hidráulica antes da aplicação dos mesmos. São também formados kits de elétrica, armação, esquadrias e demais acessórios que se deseje embutir.

As fôrmas devem ser de fácil manuseio, permitindo no caso de casas, que sua montagem completa, com todos os kits, seja feita em meio dia de trabalho, deixando para outra metade a concretagem, desta forma se produz até uma casa por dia.

No caso de alvenaria de fechamento em prédios, as fôrmas de paredes são montadas juntamente com as fôrmas de pilares, vigas e lajes, com uma produtividade média de dois pavimentos completos por mês, ou mais, dependendo da complexidade de estrutura. Existe ainda uma variação desta técnica que é a execução da estrutura (pilares, vigas e lajes) fazendo posteriormente por gravidade o enchimento das paredes.

5.3 CONTROLE DE QUALIDADE

A assessoria técnica realiza o controle do concreto através da determinação da densidade do mesmo antes de sua saída da central produtora e, é aferido diariamente o consumo dos materiais, pelo volume da concretagem que é constante. Devem ser moldados corpos de prova para aferição das resistências exigidas pelos cálculos estruturais. Para o controle das areias deve ser levado em consideração o teor de pulverulento e matéria orgânica que não devem ultrapassar os valores previstos em normas. É aconselhável teste de umidade ( speed test) para correção dos teores de umidade. Os lotes de cimento devem ainda prever um controle conforme normas técnicas vigentes.

5.4 PERFEITO CHUMBAMENTO DE EMBUTIDOS

Todas as peças embutidas são colocadas na fôrma antes da concretagem e, devido o concreto de baixa densidade preencher todos os vazios da fôrma, tudo ficará perfeitamente chumbado após a concretagem, evitando assim a quebra da parede e re-serviços.

5.5 COMPATIBILIDADE COM OUTROS PROCESSOS

As paredes de concreto de baixa densidade podem ser conectadas, em caso de ampliação do imóvel, com paredes executadas em outros processos construtivos, como alvenaria de tijolos cerâmicos, alvenaria de blocos de cimento, concreto, etc.

A execução das paredes em concreto armado de baixa densidade pode ser feita sobre qualquer tipo de fundação, Radier, sapatas, etc.

5.6 ACABAMENTO

Devido à uniformidade da fôrma e a fluidez da mistura, as paredes de concreto de baixa densidade em casas populares poderá receber a pintura após um simples tratamento com uma nata de cimento amolentada com resina acrílica HO 200 para fechar os poros superficiais e o travamento interno das formas. Nas casas com melhor padrão e paredes de fechamento de edifícios, podem receber reboco, massa fina, gesso ou qualquer outro tipo de revestimento. Os azulejos podem ser assentes diretamente sobre as paredes com o uso de cimento cola.

5.7 CONFORTO AMBIENTAL

Isolamento acústico, conforto térmico e impermeabilidade são características com ótimo desempenho nas alvenarias executadas em Concreto modificado com polímero.

5.8 MINIMIZAÇÃO DOS DESPERDÍCIOS

Devido à facilidade no controle da obra, com a utilização de "kits" pré-montados e o embutimento de esquadrias, a organização e limpeza são garantidos, gerando como principal conseqüência à minimização do desperdício de materiais e a ausência de re-serviços.

DESCRIÇÃO DO PROCESSO CONSTRUTIVO

1 INTRODUÇÃO

Nosso processo construtivo tem por objetivo a racionalização de materiais e mão de obra minimizando os aspectos relevantes a desperdício nos canteiros de obra. O objetivo é determinar de maneira sintética todas as etapas executivas de uma obra em Concreto modificado com polímero estruturado com barras, telas e/ou pilares em fibra de vidro.

Salientamos que referente aos cálculos estruturais a este sistema se aplicam as mesmas normas que as destinadas a um sistema convencional, sendo que a diferenciação é encontrada no uso de polímeros especialmente criados para a execução dos concretos e o uso de formas modulares.

2 Casas

2.1 - PARTIDO ARQUITETÔNICO

O partido arquitetônico para este sistema está diretamente ligado à destinação do uso do imóvel e a quem ele irá atender; Após a determinação do mesmo deverá ser executado um conjunto de formas modulares que atendam as características peculiares do programa, objetivando a padronização construtiva com os seus esperados ganhos nos prazos e economia de escala.

Leva-se em consideração as possibilidades de ampliação gradativa da construção, com a utilização do sistema proposto ou utilizando alvenaria convencional, sempre que o usuário achar necessário.

2.2 - ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

A especificação técnica tem por finalidade estabelecer as diretrizes gerais e fixar as características técnicas a serem observadas para a execução das obras e serviços de construção das unidades habitacionais.

3 - SERVIÇOS PRELIMINARES:

3.1 - INSTALAÇÃO DO CANTEIRO

As instalações do canteiro deverão obrigatoriamente contemplar uma eqüidistância dos locais de trabalho aos galpões de produção e administração previstos no planejamento da obra. Nos galpões de produção que compreendem; Laboratório para Controle de Qualidade dos materiais próximo a usina de concreto, almoxarifado, oficina para montagem dos "Kits" de eletricidade e hidro/sanitários, vestiários, refeitório etc. O galpão da administração deverá estar localizado em local estratégico para observar e fiscalizar o desenvolvimento da obra e dos operários;

3.2 - LOCAÇÃO DA OBRA:

Após criteriosa análise do projeto de implantação do empreendimento, procede-se a marcação da obra, observando a locação de módulos de construção e seu desenvolvimento em série, objetivando facilitar a chegada e utilização dos materiais e equipamentos ao local de trabalho, conseguindo a otimização de tempo e produtividade das equipes.

4 - EXECUÇÃO :

4.1 - FUNDAÇÕES:

A fundação a ser utilizada nas construções deverá levar em consideração o tipo de solo onde a obra será executada. A execução de "Radier", sapata corrida, blocos de fundação ou qualquer outro tipo, será determinada em projeto específico conforme as normas vigentes.

O parecer técnico de fundações deverá então conter os seguintes elementos:

1 - locação das edificações e dos furos de sondagem;
2 - relatórios individuais das sondagens;
3 - descrição geotécnica do local;
4 - definição das tipologias e dos projetos a serem utilizados, a planta de cargas e o engenheiro responsável;
5 - indicação do tipo de fundação para cada edificação;
6 - especificação dos elementos a serem utilizados (estacas pré-moldadas), sapatas, "Radiers", e outros.

4.2 – NORMALIZAÇÃO TÉCNICA

Todos os materiais e sua aplicação e instalação obedecem a prescrições das normas técnicas ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas aplicáveis.

NORMAS ESPECÍFICAS APLICÁVEIS
UBC-94 Uniform Building Code
ASD Allowable Stress Design
NBR 8800 Cálculo e Execução de edifícios em aço
NBR 6120 Carga para cálculo de estrutura de edificações
NBR 6123 Forças devidas ao vento em edificações
AWSD 1.1-84 Structural Welding code-steel
ASTM  

Qualidade dos serviços e materiais

Os serviços e materiais devem obedecer rigorosamente às boas técnicas adotadas usualmente na engenharia, em estrita consonância com os critérios de aceitação e rejeição prescritos nas normas técnicas em vigor.

A aplicação dos materiais serão supervisionada pela equipe técnica, não sendo aceitas divergências quanto à qualidades especificas

Em caso de dúvida poderão ser exigidas outras comprovações necessárias para validar a alteração proposta pelo responsável pela execução da obra.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

As presentes especificações têm por finalidade estabelecer diretrizes e fixar características técnicas, a serem observadas para a execução das obras e serviços de construção em estruturas metálicas com perfis eletrossoldados e concreto polimerizado.

MODELO ESTRUTURAL

Estrutura em componentes de fibra de vidro e armada com tela do mesmo material.

4.3 - VEDAÇÃO:

As paredes de vedação, com espessuras dimensionadas para cada caso e sempre no mínimo de 10 cm, serão em CONCRETO MODIFICADO COM POLÍMERO com o uso do polímero HO200, que conferem a construção.

Excelentes níveis de conforto termo-acústico, moldadas em formas modulares, juntamente com as tubulações de elétrica e hidráulica, caixilharia e caixas terminais. Precedendo a montagem das formas para obtenção da vedação, nos locais onde estarão as linhas de paredes será aplicada parte de aderência com HO 300.

As paredes são obtidas a partir da montagem de uma forma com tamanhos e peso compatíveis ao manuseio de dois operários. Durante esta fase de montagem são afixados nos painéis os "kits" de elétrica e hidráulica, previamente montados, bem como as caixilharias (portas, janelas e vitrôs) conforme projetos. Após a colocação dos "kits" é realizada a operação de travamento final e alinhamento dos painéis através dos perfis alinhadores.

Finda a operação de montagem da forma, inicia-se a produção do concreto, que deverá ter seus componentes: areia, cimento, pedra, fibra, água e HO 300 pré-definidos.

O sistema permite bombeamento sem variação de densidade, e o concreto possui ótima reologia, permitindo seu auto nivelamento.

A desforma poderá ser feita em aproximadamente 12 horas, após a concretagem. O processo de desmontagem segue procedimento inverso ao da montagem, retirando-se os perfis alinhadores, soltando-se os engates rápidos, depois os espaçadores, e por ultimo os painéis, que deverão ser limpos e novamente montados. No caso de caixilharia, quando as mesmas não possuem batentes na mesma espessura das paredes, retira-se os contra-marcos auxiliares. Faz-se importante ressaltar que a escolha dos materiais deve ser compatível com o sistema.

Após as etapas acima mencionadas, faz-se maquiagem nas paredes para correção de pequenas imperfeições. Esta imperfeição é eliminada com aplicação de argamassa contendo HO 300 (adesivo acrílico) e cimento, que será espatulada na parede.

Em seguida inicia-se o processo de cura que pode ser feito de duas maneiras:

(a) - química = através utilização de polímero capaz de reter água na parede.
(b) - com água = com aspersão de água, na parede, pelo menos duas vezes ao dia.

4.4 - LAJES:

Para casas térreas, o sistema permite qualquer tipo de forro, podendo ser executados em madeira, painéis, lajes maciças, ou pré-moldadas.

a)- No caso de forro falso sua fixação pode ser feita com parafusos e buchas.
b)- No caso de laje moldada "in loco”, ou pré-fabricada, o projeto devera estar em conformidade com as normas estabelecidas pela ABNT.

5 - INSTALAÇÕES:

5.1 - INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS:

As instalações hidráulicas de alimentação e distribuição (água fria) utilizarão tubos de PVC rígido nos diâmetros determinados em projeto, de juntas soldáveis, classe A, pressão de serviço 7,5 Kgf/cm2. Normalização: NBR 5648. As conexões de PVC rígido, classe A, pressão de serviço 7,5 Kfg/cm2, com bolsa para juntas soldáveis e/ou rosqueáveis conforme projeto. Os registros de pressão deverão ser em liga de cobre ou bronze, pressão de serviço de 8,5 Kgf/cm2, classe 125, acabamento polido. Normalização: NBR 10.071. As peças sanitárias serão em louça, sendo os vasos sanitários com caixa acoplada. As torneiras para as pias de cozinha e lavatório terão acabamento cromado. A torneira do tanque será em bronze ou latão padrão popular.

5.2 - INSTALAÇÕES SANITÁRIAS:

A tubulação primária e secundária do Esgoto Sanitário será de PVC rígido, branco, junta soldada para DN 40, 50 e 100mm. Normalização: NBR 5688 e 7362. As caixas de inspeção e gordura serão construídas em alvenaria ou pré-fabricadas e impermeabilizadas internamente com cimento mais impermeabilizante. Os sifões deverão ser de PVC rígido, apenas o do tanque deverá ser do tipo sanfonado.

5.3 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:

As instalações elétricas utilizarão tubos corrugados de PVC devendo em seu projeto obedecer criteriosamente às normas vigentes. Os fios, nas bitolas determinadas em projeto, serão do tipo antichama.

6 - ACABAMENTO

O acabamento das paredes e forros, que devido à utilização de formas proporciona uma superfície lisa e de bom aspecto, poderá ser a simples pintura a base de PVA, de gesso, tintura texturizada, e outros. Poderão também receber em sua superfície o assentamento de azulejos.

6.1 - PISOS:

A determinação do piso a ser utilizado depende do partido arquitetônico adotado. É perfeitamente adequado para pisos de cimentado liso, pisos cerâmicos, madeira, etc.

 
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